Instalada tensão política no Congo


Confrontos entre militares e manifestantes em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, vitimou a vida de mais de 50 pessoas e deixou várias em estado grave, segundo informações reveladas pelos partidos políticos na oposição.

O Governo congolês contrária o balanço feito pelos partidos políticos na oposição, e afirma que os confrontos resultaram em 17 mortos e dezenas de feridos. O Governo congolês alega que os manifestantes estavam munidos de armas de fogo, e os mesmos começaram os confrontos atirando aos policiais.

A manifestação que culminou em confrontos, foi convocada pelos partidos da oposição, que exigem a marcação de eleições urgentemente, e condenam a intenção de Joseph Kabila em manter-se no poder por mais anos.

A comunidade internacional já reagiu a onda de violência registada ontem na capital da República Democrática do Congo, e aconselham as autoridades a marcar eleições.

Joseph Kabila está na presidência da RD do Congo desde 2001 e, pela Constituição do país, não poderá manter-se no poder no final do presente mandato, que termina a 20 de dezembro. Em meados de maio, o Tribunal Constitucional emitiu uma autorização para que Joseph Kabila se mantivesse no poder caso as presidenciais não fossem organizadas até ao termo do seu mandato.

As eleições ainda não foram marcadas e cresce o receio de que já não serão realizadas este ano. O “Rassemblement” convocou uma manifestação para esta segunda-feira contra a eventual continuidade de Kabila no poder para lá do fim do mandato e os protestos degeneram em confrontos violentos com as autoridades.

Estamos a protestar porque detestamos aquilo que se passa no nosso país. O presidente Kabila não quer libertar o país e não quer organizar eleições. É por isso que hoje somos forçados a protestar para mostrar a nossa discordância quanto às eleições. Se Kabila não respeita a constituição, iremos fazê-la cumprir.”, declarava um manifestante em Kinshasa.

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