Quando a cabeça não regula o corpo é que paga
Texto de Osvaldo Sumbo Manuel, aspirante a psicólogo de Trabalho e das Organizações.
Osvaldo Sumbo Manuel

Pois bem, comummente ouvimos repetidas vezes dos mais velhos a frase supracitada, e digo mais, particularmente, cresci ouvindo dos meus pais a mesma.   

Entendo que a frase "QUANDO A CABEÇA NÃO REGULA O CORPO É QUE PAGA" deveria merecer uma atenção especial sobretudo dos ouvintes quando são proferidos sobretudo pelos mais velhos, seria motivo de reflexão e introspecção, pois que quando a cabeça não regula não é que o corpo paga mesmo, sendo portanto uma verdade refutável, incontestável achei melhor dar o destaque que merece na perspectiva reflexiva e lógica. 

"Ora, o João não acata e nem prática os bons conselhos dados pelos mais velhos, quanto a uma condução prudente, respeitante aos preceitos do código de estrada, logo, João foi detido pela polícia pelo incumprimento do código de estrada (pôs-se a transitar com o sinal luminoso vermelho, quando esse sinal diz-nos paragem obrigatória), pelo que resultou no atropelamento de uma criança em plena passagem para peões. Conclusão: o João ignorou, negligenciou os bons conselhos que foram-lhe prestados que provavelmente evitaria a situação subsequente que foi portanto o atropelamento e a consequente detenção."  

Ora, em Psicologia nós vimos que o homem é composto por duas dimensões sendo que a primeira imaterial/­intangível (pensamentos, emoções, sensações, inteligência...) e a segunda material/tangível (carnal) que fundem-se no manifesto comportamental/­comportamento observável, logo podemos concluir que o nosso comportamento social é tão-somente reflexo, a exteriorização do que nos pensamos.

Nessa ordem de ideia chamo aqui atenção no sentido de que antes de agirmos mediante as situações decorrentes da vida social, tivéssemos o cuidado ou então nos remetêssemos a uma profunda reflexão analítica e lógica de modo a apurarmos as vantagens e desvantagens, sobre tudo as consequências negativas que as nossas atitudes poderão causar a nós em particular e aos outros em geral. Acredito que seja um exercício benéfico para fortalecimento e coesão das relações sociais e fácil de se fazer, vem de igual modo valorizar a nossa condição humana, de seres racionais e pensantes. Pois que o agir recorrentemente por instinto e impulso não é digno de seres humanos, portanto vamos dignificar, valorizar a nossa condição humana, racional. Desse modo estaríamos a fazer um bem para a sociedade, pois que ao reflectirmos antes de agirmos nos levaria a evitar, a prevenir tantos males sociais que praticamos por negligência e ignorância. 

Quem ouvi conselhos ouviu de certeza, quem não gosta de ouvir de certeza fez ouvidos de marcadores! 

Obrigado pela atenção!

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