O uso da internet na Diplomacia
Desde a sua criação na década de 1960, a internet tem proporcionado enormes benefícios na vida política, econômica e social dos cidadãos.
Adão Maria (Facebook)

Entretanto, nesta proporcionalidade destaca-se a diplomacia como um dos beneficiários do dispositivo referenciado. Antes, porém, queiramos definir a diplomacia sendo, uma ferramenta da política externa que estabelece o desenvolvimento dos contactos entre os Estados, o Smith definiu a como: 

“A arte de defender os interesses nacionais através da troca de informação entre governos, nações e outros”, a diplomacia é o veículo que serve para o fortalecimento dos contactos entres os Estados.

O surgimento das TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) desempenharam um papel iminente para a diplomacia virtual, porque influenciaram na positiva a evolução Diplomática. Hoje, as TICs têm sido usadas para aproximação das relações bilaterais. Esses instrumentos permitem que existam interações virtuais e mais próximas entre os diplomatas e não só.

A internet não pode ser isolada as Tics, porque uma existe graças a existência da outra, deste modo, o economista Rostow afirma que: 

“Uma sociedade pode ser tradicional quando não quer ou é incapaz de tirar vantagem ao desenvolvimento tecnológico”, portanto, a diplomacia não queria ficar no alheio face às novas tendências.

É nesta interação virtual que fez com que, em Outubro de 2011, o Departamento do Estado do Washington anunciasse a reabertura de representante diplomático em Iran, uma vez que, as relações entre esses dois países estavam estagnadas, desde 1979, quando os estudantes islâmicos fizeram reféns 30 elementos do corpo diplomático da embaixada dos Estados Unidos em Teheran.

Não se trata de uma estrutura física, mas sim de uma estrutura virtual, porque não tem uma sede na capital iraniana, trata-se de: Virtual Embassy of the United State Tehran-Ira, esse mecanismo foi criado propriamente para poder manter um elo entre o povo americano e àquele iraniano que estavam há décadas separados diplomática e socialmente.

Trata-se da primeira embaixada online no mundo. Este meio, foi uma das conquistas emblemáticas e provocadoras da diplomacia digital.

As missões diplomáticas, estão a usar a social mídia como instrumento que serve para a promoção de próprios interesses estratégicos no estrangeiro. Facebook, You Tube, blog e Twitter são um dos meios em que os Ministérios das Relações Exteriores/Negócios Estrangeiros usam para, por exemplo, Summit em directo.

Bem, deve se pensar que o reporto entre a diplomacia e internet esta ainda na fase experimental e será difícil prever as possíveis consequências que essas redes sociais poderão trazer nas relações internacionais entre os Estados.

É claro que a utilização da internet nas actividades diplomáticas e consolares porta consigo consequência que têm a ver a espionagem caso não for bem utilizada, poderá ser utilizada também para crimes informáticos e entre outros.

Contudo, a internet revolucionou a diplomacia.

Opinião é de Adão Agostinho, jovem politólogo angolano, de 26 anos de idade, estudante de Relações Internacionais, pela Universidade La Sapienza em Roma, Itália.

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