Médicos do Hospital Municipal de Cazengo abrem as portas do hospital e mostram as dificuldades que vivenciam para atender pacientes
O Hospital Municipal de Cazengo, localizado na provincial do Kwanza Norte, inaugurado em Abril de 2010, enfrenta graves problemas por falta de médicos especialistas.

Em visita ao Hospital, constatou-se que em média são atendidos mais de 300 pacientes, e mais de 16 ficam internados, na sua maioria com malária, diarreia aguda, asma bronquial e outras doenças.

Natalino Simão Cristóvão, director de enfermagem da unidade sanitária, revelou que o hospital tem capacidade de internar 70 pacientes e abarca os serviços de consultas externas, análises clínicas, imagiologia (Raio X), banco de urgência, pediatria, maternidade, testagem e aconselhamento do VIH-Sida, uma morgue com capacidade para conservar 12 cadáveres, entre outros serviços.

A fonte esclareceu que serviços de bloco operatório encontram-se paralisados desde a inauguração do estabelecimento, em consequência da falta de médicos especializados.

Referiu ainda que, a unidade sanitária, conta com nove médicos (apenas uma pediatra) e 96 técnicos entre enfermeiros e especialistas de diagnóstico, que têm como missão todos os dias salvar vida de pelo menos cerca de 109 mil habitantes do município, e outros habitantes vindo de outras localidades.

Ao fazer o Juramento de Hipócrates, os profissionais da Medicina comprometem-se em garantir a integridade da vida e dar assistência aos doentes. Por isso, Edmar Henriques, director clínico da unidade sanitária, acorda todos os dias para honrar este juramento, dizendo, "poder ajudar e receber de volta agradecimentos e sorrisos é a melhor coisa".

Na ronda ao Hospital, encontramos uma mulher desempregada que luta para salvar a filha de 5 anos, que sofre de diabete.

Segundo conta a mãe, a situação está muito difícil e a filha para além de necessitar dos equipamentos de controlo, como fita de medição do açúcar e do nível de insulina, ainda precisa manter uma alimentação rigorosamente controlada para poder estar saudável.

Por outro lado, o Hospital Municipal de Cazengo, debate-se também com a falta de vacina BCG, que imuniza o bebé contra a tuberculose, situação que segundo a direcção do hospital, poderá ser ultrapassada em próximos dias, em virtude de várias alertas ao Ministério da Saúde.

A vacina é a primeira que o bebé recebe e que protege contra a tuberculose, por isso, a importância da aplicação logo nos primeiros dias de vida.

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