Makangolando: «Sempre pensávamos que são bons» amigos
Sangue, lágrimas, um auténtico cenário de filme de terror na realidade, repórteres de imagem na luta pelos melhores ângulos buscam imagens chocantes para privar a audiência.

Perante ao cenário observado na tela, famílias entram nas profundezas da mente, revendo-se na dor de quem abandonou o seu país devido conflitos promovidos pelos egocentristas, vê tirado dos braços o filho, à força. 

O chão é incapaz de dar conforto à fera na luta pela guarda do filho, o instinto protetor existente no seu ADN “maternidade” é derrotado, lágrimas banhando o rosto são captadas pela objectiva, a dor é comprimida por palavras não entendidas pela autoridade opressora, traduzida a dedo nas redacções, pois, matérias do género dão prémios.

«Sempre pensávamos que (europeus/norte-americanos) são bons», disse uma síria, aos choros, numa reportagem que em seguida mostra um cidadão sírio também aos choros, ensaguentado, com o filho nos braços.

A afirmação acima não reflecte apenas a política migratória radical do Governo EUA, que separa mais de 2 mil e quinhentos menores dos pais, também a falta de humanismo em centros de refugiados nos países Europeus, muitos sem energia, água, condições propícias para dignidade da pessoa humana.

A crise migratória continuará asfixiar o ocidente enquanto as super-potências não pararem de apoiar a promoção de conflitos em países vulneráveis, considerados por mim, locais onde ocorre a terceira grande guerra (embora seja tecnológica nos países do primeiro mundo), a Síria, onde os EUA e a Rússia trocam mimos na ajuda dos seus aliados, é exemplo claro. 

O acordo do grupo de países europeus em torno da migração não surtirá efeitos, mesmo com os centros desacordados pela Líbia, o ponto G da odisseia mortal pelo Mediterrâneo, enquanto Governos, principalmente africanos, não utilizarem os dois hemisférios do cérebro, velar pelo desenvolvimento da colectividade.

Até porque é altura de nós africanos começarmos a construir o nosso Continente, colonizado durante séculos, parar de desenvolver outros povos como fizemos no passado. As grandes construções feitas pelo mundo dão provas da habilidade africana, olhemos para Virginia (EUA), afinal foi construída por angolanos, como fiquei a saber no domingo por meio do RC, da LAC, de Miguel Neto.

Por outro lado, dou meia razão a Governos europeus defensores do encerramento das fronteiras, pois, a entrada em massa de estrangeiros põe em risco a sua estrutura cultural, social. Se continuar como está, num futuro não muito distante a raça negra dominará o velho continente, hoje, a taxa de natalidade baixa cada vez mais por aquelas bandas, como é o caso de Portugal, onde algumas vozes depositam esperanças aos emigrantes para a reprodutividade. Consequentemente, estaríamos mais atrás do tão almejado progresso do nosso continente.

Portanto, no jardim da vida nem toda rosa se cheira, cantou MC K “por detrás do pano há um mistério escondido.” Muita atenção as amizades.

Por Guilherme Francisco

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