Makangolando: «A segurança insegura»
O ar de insegurança ainda paira aqui na nossa banda, seja quando estamos cara-cara com os maus e os tais ditos agentes do bem. Hoje todo cuidado é pouco, não adianta esticar o nariz quando o tal agente decidi distribuir “pipocas” que deixam sequelas, dor no coração de famílias.
Imagens de arquivo

A atitude de certos agentes da ordem tem manchado o nome da corporação, contribuindo para uma convivência de medo com os civis. O fim da era da arrogância, superioridade pelo simples facto de estar em posse duma arma de fogo está longe, apesar do esforço envidado pelo actual Comandante-Geral.

É hora de quem lida diariamente com o público e vela pelo bem-estar da “polis”, ter acompanhamento psicológico. É anormal e inexplicável um suposto agente civil, a fazer umas puxadas (serviço de táxi), por ser chamado atenção por um outro agente civil pelo facto de obstruir o trânsito quando carregava passageiros na faixa de rodagem, em resposta, segui-lo pouco mais de 150 metros, até onde estacionou a viatura para fazer uns trabalhos, amedrontando aos gritos de matá-lo, a efectuar dois disparos. 

Sem medir as consequências, um dos disparos atingiu uma jovem na região da barriga, mesmo assim, o intocável, como se considerava, foi-se embora, apesar da vítima aos choros segui-lo ensaguentada.

“Tio, pára, tio pára”, implorava a jovem assustada com a mão agarrada a zona do ferimento.

Os porquês se levantam no ar, com direito a reservas de revolta, num dia supostamente “quase” calmo, reservado para adoração à Deus, um trumuno entre kotas e kandengues, nutrido por umas tantas ampolas ao som da música do vizinho, o musseke sabe.

Mas, o que não se sabe é a identidade do tal suposto agente autor dos disparos que, após perseguição abandonou a viatura numa rua sem saída e pôs-se em fuga.

Diante dos factos, aprisionei-me no oceano mental para saber o que este cidadão está se considerar perante aos filhos, a sociedade, um herói ou desequilibrado mental? Que conselho, exemplo de vida dá aos filhos?

No estalar dos pensamentos, lembro-me da história contada nos corredores duma instituição de ensino antes duma reunião de encarregados há quase dois meses, dum um agente da ordem enfurecido e armado, que foi ao Colégio pelo facto da filha ter sido “batida” por um colega, graças a intervenção dos seguranças o pior não aconteceu.

Vivemos uma crise em todo campo da vida, a maior que enfrentamos é a emocional, é necessário que as instituições contratem psicólogos (hoje aos montes na praça académica) para virar a actual (estado de sitio) página da nossa mangope.

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