Bairros de Luanda têm mais igrejas do que escolas
A revelação foi feita, esta sexta-feira, durante um relatório da Assembleia Nacional de Angola, ao referir que Angola tem actualmente 1.111 igrejas legalmente reconhecidas e outras 827 denominações religiosas que ainda aguardam o reconhecimento, a maioria em Luanda.
Foto de AB (reprodução)

Face a esta situação, a equipa da Angola-Online, procurou saber mais por parte de alguns crentes sobre este assunto, e estes disseram-nos que muitas destas igrejas existem porque os seus co-fundadores pretendem lucrar com o nome de Deus.

“Acho que 70% das igrejas existem com objectivos financeiros e somente a minoria é que tentam buscar a verdade sobre Deus, os seus princípios e conselhos”, disse António Bernardo.

E quanto a sua legalização, o António Bernardo disse que “a maioria não está legalizada e o estado deveria intervir e impedir que qualquer um abra uma igreja a fim de ganhar lucros”.

 O relatório refere que a cada quarteirão de centros urbanos de Luanda existem cerca de cinco denominações religiosas, a maioria localizadas em bairros criados depois da independência do país, entre 1979 a 1990, designadamente Palanca, Rocha Pinto, Mabor, Petrangol, Golfo I e II.

A seguir a Luanda, as províncias com mais igrejas por reconhecer são: Cabinda (33), Moxico (11), Huíla (10), Zaire e Uíge cada uma com (nove), e com menor número estão Malange, Lunda Sul e Cunene (uma cada).

É importante recordar que o documento foi elaborado para servir de apoio ao debate mensal sobre a "Laicidade do Estado, a Liberdade Religiosa e o Respeito pela Lei e os Direitos Fundamentais em Angola", tema proposto pelo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido maioritário.

Texto de Pedro Nvakata

REAÇÕES



COMENTÁRIOS