Acho que o MPLA andou muito confortável
Opinião de Isidro Fortunato

Atentos aos sinais. LUTA LIMPA?

Sinceramente nunca vi tantos atropelos do candidato do MPLA no seu trajecto ao poder, por mim é muito difícil acreditar que se o mesmo ganhe as eleições, soprem bons ventos de mudanças por aqui, eu estou simplesmente céptico e não estou a ver diferente.

Eu tenho acompanhado via televisão e por outros meios de informação, e noto claramente um favorecimento sem paralelo, na verdade eu acho que o MPLA andou muito confortável no poder durante muito tempo, e perdeu a capacidade fazer politica sem apoio da mega estrutura do Estado, que facilita cada movimento de popularização do seu candidato, desde o tratamento desigual e favorecimento flagrante dos meios de comunicação social.

Aquela cena do músico "Sebem" para mim também foi um ponto baixo, as promessas feitas já parecem cair em saco roto, ouvir tanto de combate ao alcoolismo e resgate de valores da juventude, ver as mesmas actividades de massas repletas de álcool e cerveja gratuita são na verdade um contra-senso grotesco, eu não enxergo nada de novo, encontramos um candidato fazendo recursos de tecnologia de informação tipo Facebook, um candidato que se moderniza para melhor ocupar espaços onde estejam eleitores, mas no entanto as atitudes do candidato parecem combater os seus discursos, mas prontos haver vamos...

A minha pergunta mesmo é:

Será que o candidato do MPLA, João Lourenço, sem este favorecimento todo do aparelho do Estado tem qualquer chance e contra os partidos da oposição?  

Na verdade eu acho que não, temos hoje um candidato que faz recurso da Internet, um candidato que esta a saber tirar proveito das tecnologias de informação, mas que em termos de actuação não nos transmite nada de novo, os discursos não trazem uma elevação que transmite confiança na mudança, e esperança em um melhor futuro, na verdade esta transição "histórica" de liderança deveria celebrar um novo começo, um novo momento na forma de fazer política do MPLA, mas digo que não esta, e ainda assim espero que o tempo me prove ao contrário.

Texto de Isidro Fortunato

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