Urbanização Vida Pacífica é do grupo empresarial chinês CIF
O governador Sérgio Rescova explicou, ontem, que os prédios da urbanização Vida Pacífica, no Zango Zero, município de Viana, apesar de terem sido construídos num espaço público, são privados, razão pela qual o Governo Provincial de Luanda “não tem nada a ver com situações como fissuras que já estão a surgir em vários apartamentos”.

A explicação do governador da província de Luanda foi feita num encontro que manteve, na Vida Pacífica, com moradores da urbanização, na sequência de reclamações de que tomou conhecimento de utentes agastados com um rol de problemas com que se debatem, entre os quais a má qualidade da água e a irregularidade no abastecimento do precioso líquido.

“Estamos aqui para vos passar a mensagem da verdade”, declarou o governador Sérgio Rescova, que disse ser o Fundo Internacional Chinês (CIF) o “dono” da Vida Pacífica, que deve, por esta razão, velar pela sua manutenção. 

O governador da província de Luanda disse aos moradores presentes no encontro que o Estado, que é pessoa de bem, está a fazer o seu papel, que é tratar do saneamento básico e da saúde pública, que “estão à vista de todos”, com o objectivo de prevenir enxurradas resultantes de chuvas típicas do mês de Abril que se avizinha.

“Desentupimos fossas, retirámos as águas que se encontravam estagnadas e vamos continuar a fazer esse trabalho, porque é da nossa responsabilidade”, acentuou o governador de Luanda, apelando aos moradores da Vida Pacífica para terem auto-controlo, com o argumento de que “o comportamento errado de uma pessoa pode prejudicar todos”.

O apelo de Sérgio Rescova deve-se à divulgação de imagens de águas paradas na urbanização Vida Pacífica, na sequência das últimas chuvas que caíram em Luanda, feitas supostamente por moradores da urbanização.

A CIF é um dos maiores grupos empresariais estrangeiros instalados em Angola, tendo sido responsável pela reabilitação das três linhas de caminhos-de-ferro do país, pela construção, em curso, do novo aeroporto internacional de Luanda, além de centenas de milhar de casas.

Fonte: Jornal de Angola

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