Recém-nascido encontrado morto e mãe mata filha por causa de 400 kwanzas
O psicólogo considera os actos em reprováveis e “não há razões que justifique tal atitude irresponsável e criminoso”.

Segundo o aspirante, psicólogo de Trabalho e das Organizações, Osvaldo Sumbo Manuel, contactado pela Angola-Online, para abordar destes dois casos que uma certa forma abalaram a sociedade angolana, considera estes actos em irresponsáveis. 

“Ora, precisamos perceber que nenhuma criança pede para nascer, logo não deve pagar com a própria vida pela irresponsabilidade dos seus progenitores” afirma Osvaldo Sumbo.

O primeiro caso aconteceu na cidade de Benguela, onde um recém-nascido foi encontrado morto numa lixeira. Segundo os populares do bairro, presume-se que o bebé terá sido jogado com vida naquele local, mas devido ao clima de frio que se regista originou na morte do infante que estava sem roupas.

Já o outro, ocorreu na província do Bengo, quando a jovem de 16 anos decidiu gastar os quatrocentos kwanzas que serviriam para comprar condimentos da refeição da família, facto que deixou a sua progenitora totalmente irritada e fez com que cometesse tal acto desprezível.

“Pois que diga-se em boa verdade quando não nos encontramos bem nessas duas dimensões podemos também nos considerarmos como doentes” afirmou Osvaldo Sumbo, e vai longe dizendo “porquanto quero acreditar que nenhuma mãe em sã consciência, no seu perfeito juízo tiraria a vida da própria filha por causa de 400 kzs, filha essa que criou e cuidou durante 16 anos”. 

De acordo ainda com o Osvaldo Sumbo, reitera que precisamos perceber que a vida é um direito natural e também um direito consagrado na constituição que todos nós temos, logo ninguém absolutamente ninguém tem o direito de tirar-nos.

“De facto, é muito triste e revoltante quando ouvimos, assistimos situações tão desumanas, deploráveis como esta que põe em causa a sanidade mental de quem a faz, pois, nenhuma mãe em pleno juízo abandonaria um recém-nascido ao meio do nada, após carregá-lo durante 9 meses de gestação, entretanto estamos diante duma situação que demostra desrespeito a vida humana e outros valores fundamentais, portanto mesmo sendo um recém-nascido tinha os seus direitos consagrados na constituição”, concluiu.

Redacção e Angop

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