Preço das propinas nas universidades privadas continua elevado
A poucos dias da abertura oficial do ano lectivo 2017 no ensino superior em Angola (Março a Dezembro), os preços das propinas (10 meses) nas universidades e institutos superiores variam entre os 26 mil e os 36 mil kwanzas.
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Frequentar o ensino superior em Angola vai custar este ano, pelo menos, 260.000 kwanzas, a cada estudante, só em propinas, apesar das dificuldades financeiras generalizada no país. 

“Não é um preço acessível. Para nós que não trabalhamos e dependemos de alguém que nos pague, o preço está um pouco puxado”, contou Gilson Domingos.

A UNIA ministra 12 cursos de licenciaturas nas áreas das engenharias e ciências sociais, cobrando mensalmente uma propina de 27 mil e 500 kwanzas a 33 mil kwanzas. 

“A qualidade de ensino aqui é boa e a mensalidade é acessível ao meu bolso. Como não trabalho, serão os pais a custear os meus estudos”, contou Maura António, candidata ao curso de Direito. 

Noutro ponto da capital, o Instituto Superior Politécnico Metropolitano de Angola (IMETRO) funciona com licenciaturas nas áreas de ciências tecnológicas e engenharia, com sete cursos, nas ciências humanas, educação e artes, com cinco cursos, e nas ciências económicas e gestão, igualmente com cinco cursos este ano. Por mês cada estudante pagará 31 mil kwanzas, de propinas. 

Ana Castelo Branco, inscrita no curso de Administração de Empresas, reconhece o esforço financeiro que os pais vão ter de fazer, mas garante confiança: “Eles estão preparados para suportar as despesas anuais do curso, é uma instituição que está legalizada e tenho informações que os professores aqui são excelentes.’’

O IMETRO dispõe de programas de estágio, biblioteca com mais de 14.000 exemplares, quadra desportiva, parque de estacionamento, laboratórios, capelania e psicologia, condições que satisfazem a candidata ao curso de gestão pública, Keura Lucrécia. ‘’Tenho condições para pagar as propinas anuais e vale a pena pagar porque a instituição tem condições que satisfazem”, garantiu.

Já na Universidade Gregório Semedo (UGS) as propinas mensais estão fixadas em 32.200 kwanzas, para todas as licenciaturas, desde Direito, a Comunicação Empresarial e Línguas, Economia, Arquitectura ou engenharia civil. 

“Estou a avaliar os preços, que não são baratos, mas terei de apertar o cinto para custear a universidade”, contou Paulo Kiambata.

Estes valores são em regras seguidos noutras instituições de ensino superior privado em Luanda, como as universidades Católica de Angola ou a Metodista de Angola, onde as propinas mensais chegam aos 36.000 kwanzas em 2017.

A Universidade Agostinho Neto, a maior pública do país, que funciona em Luanda, disponibilizou apenas 5.385 vagas para 50 mil candidatos, daí que grande parte dos estudantes que não conseguiram ingressar naquela instituição procurem agora condições para suportar as despesas no privado. 

Fonte: Lusa

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