PGR irá investigar denúncias feitas pelo portal «Maka Angola»
A garantia foi feita pelo sub-procurador da República no Cuando-Cubango, Nelson Lima Catumbela, ao referir-se aos passos que estariam a ser dados depois das denúncias feitas contra Adriano Pascoal Neto e Stefânio Benza de Castro.

P U B L I C I D A D E

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O magistrado do Ministério Público disse ter tomado conhecimento da matéria jornalística publicada no Maka Angola quando já se encontrava em Luanda, onde se encontra em missão de serviço. Nelson Catumbela garante que, tão logo regresse a Menongue, vai ordenar a abertura de um inquérito para averiguar a veracidade dos factos avançados pelo jornalista Rafael Marques.

“A partida, os factos noticiados pelo Maka Angola são graves e a PGR não pode ficar indiferente a este assunto”, admitiu o sub-procurador, acrescentando que, por essa razão, a Procuradoria vai abrir uma investigação minuciosa para que, em caso de confirmação dos factos, o Estado possa reaver o dinheiro desviado. 

Segundo o site Maka Angola, o delegado das Finanças no Cuando Cubango, em conluio com o responsável da Administração Geral Tributária (AGT) e mais dois funcionários desfalcaram dos cofres do Estado 175 milhões de kwanzas, através de pagamentos fraudulentos a três empresas por estes, tuteladas, designadamente as Organizações-Abecar, Isane & Filhos e a Salud & filhos.

Os pagamentos, segundo o mesmo jornal digital, foram feitos por Ordem de Saque (OS) que serviram para custear serviços de fornecimento de alimentação aos funcionários das finanças, limpeza, saneamento e materiais de consumo corrente.

Contactado por telefone, o delegado provincial das Finanças e o chefe da Repartição Fiscal de Menongue para reagirem às denúncias que pesam contra si, mas ambos recusaram-se a fazer qualquer tipo de pronunciamento sobre o assunto.

O sub-procurador da República no Cuando-Cubango aproveitou o contacto mantido com o Jornal de Angola para informar que muitos gestores públicos visados em casos de peculato denunciados em 2018, no quadro das políticas de combate à corrupção, já foram ouvidos pela Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE), que remeteu os processos à Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal da PGR, onde seguem o seu curso normal. 

Fonte: JA

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