Paragens cheias e linhas curtas, Luanda regista falta de táxis
Para chegar ao local de trabalho, a escola e outros locais, nas primeiras horas da manhã de hoje, quarta-feira, 20, está cada vez mais difícil. Os taxistas encurtam as rotas e cobram o dobro da corrida.

Conseguir apanhar o táxi continua ser a dor de cabeça dos luandenses na semana de ponta, apesar de acordarem cedo muitos cidadãos ficam aproximadamente duas horas nas paragens de táxi para conseguir chegar ao seu destino, mas aos empurrões. 

Numa ronda feita pela Angola-Online nas paragens de táxi do Golfe I e II, Vila de Viana, Rocha Pinto, Benfica e do Zango, nesta manhã, foi visível a impaciência e luta entre os cidadãos que corriam atrás dos táxis, para não atrasarem, mas por ironia dos taxistas voltavam a descer das viaturas pelo preço da corrida. 

“É uma brincadeira de mau gosto que os taxistas têm feito, ninguém diz nada… Eles fazem linhas curtas, cobram o dobro do preço estipulado, muitos de nós já ganhamos miséria e ainda somos descontados pelo atraso provocado pela luta de táxi. 

O táxi do Gofe II ao Benfica são 150 kzs, mas estão a cobrar 300 kzs”, disse em tom de desabafo João Madeira, que chegou as 5h:50 minutos a paragem do Golfe II, e pretendia chegar ao Benfica, mas ainda lá se encontrava quando eram 6h:20 minutos. 

O mesmo cenário de alteração de preços constatou-se na paragem do Golfe I, onde o táxi para o Vila da Gamek estava ser cobrado a 300 kzs, devido as linhas curtas.  

E para agravar mais a situação, regista-se um grande engarrafamento sentido Vila da Gamek-Golf2 II, por causa das obras que estão a ser feitas naquela zona. 

Numa altura onde há também escasseias de combustíveis na cidade capital, por causa de problemas no “condicionamento logístico”, segundo fez saber petrolífera pública Sonangol, em comunicado de imprensa.  

Redacção

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