Norte-americanos preparam despedimentos em massa
A petrolífera norte-americana Chevron estará a preparar um plano de despedimento em massa, estando actualmente a negociar com os respectivos trabalhadores os termos da rescisão.

Texto de Domingos Manuel

Segundo um membro da comissão sindical da companhia colocada em Cabinda, e que preferiu falar no anonimato, a empresa enviou, em Outubro, um e-mail a todos os trabalhadores a convidar voluntários para o fim dos respectivos contratos, avançando como contrapartida um pacote de indemnizações, que a fonte não soube precisar o montante. 

Não é a primeira vez que um processo do género ocorre na companhia. Há sensivelmente dois anos, a Chevron dispensou centenas de trabalhadores na sequência da crise resultante da baixa do preço do barril de petróleo.

 A diferença com a actual situação, no entanto, foi que, na altura, a medida teve carácter coercivo, com a particularidade de o pacote de indemnizações adoptado ter sido largamente atractivo, tendo havido funcionários que chegaram a receber como compensações financeiras o equivalente a um milhão de dólares.

Os processos de rescisão de contratos com os trabalhadores na Chevron têm sido motivados, segundo alguns observadores, sobretudo pela crise do preço do petróleo que assola os mercados internacionais, em particular Angola.

 Consta igualmente que, sobretudo as últimas medidas tomadas neste sentido, terão sido também motivadas por problemas de ordem operacional que a petrolífera norte-americana estará a enfrentar no mercado angolano, sendo que alguns campos petrolíferos, em Angola, começam a atingir uma fase de declínio de produção.

 Contactamos o gabinete de comunicação e imagem da Chevron, para obtermos um esclarecimento em relação ao assunto, mas, não obtivemos qualquer reacção por parte da empresa.

Base Sonils despede trabalhadores

Base Sonils despede trabalhadores

Mudando de assunto, a direcção da empresa Sonils já começou a despedir os seus funcionários internos, sobretudo aqueles que participaram na última greve que aconteceu no mês de Outubro, em que a empresa perdeu milhares de kwanzas. 

A informação foi avançada pela comissão sindical das empresas Silvimar e Angola Off Shore dizendo que, «os efectivos da Base Sonils estão a ser despedidos pela direcção da empresa por ter-nos efectuado uma greve. Mas isto é de direito, porque não cumpre com o caderno reivindicativo que anda em sua posse desde Maio deste ano», refere.

Esclarece ainda que, «a direcção da empresa ao fazer isto, está a violar a lei sindical e a Lei Geral do Trabalho, no período de negociações dos cadernos reivindicativos nenhum trabalhador pode ser despedido, e nem sancionado por pertencer a comissão sindical. Mas a empresa não pretende respeitar este imperativo da lei. 

E a Inspecção Geral do Trabalho aqui é chamado a actuar, ou seja persuadir o comportamento destas empresas. Sabemos também que os trabalhadores da Silvimar e da Angola Off Shore também vão seguir o mesmo caminho», alerta.

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