Jean-Claude Bastos de Morais já em liberdade
O director-geral da Quantum Global, Jean-Claude Bastos de Morais, foi libertado nesta sexta-feira, 22, da cadeia de Viana, em Luanda, onde estava detido desde Setembro de 2018.

A confirmação foi dada à VOA pelo porta-voz dos Serviços Penitenciários, Meneses Cassoma.

Bastos de Morais foi detido a 24 de Setembro, juntamente com o presidente do Fundo Soberano de Angola, José Filomeno Soares, acusados de diversos, entre eles o de burla ao Estado, embora com acusações diferentes em alguns processos.

Na passada terça-feira, 19, a VOA informou que o director executivo da Quantum Global, Tobias Alexander Klein, tinha entregue a um tribunal das ilhas Maurícias uma declaração juramentada na qual afirmou que "os diferendos" entre a Quantum Global e o Governo de Angola foram resolvidos.

As duas partes "concordaram em retirar todas as queixas em tribunais e nenhuma outra queixa será apresentada", afirmou a declaração de Klein, acrescentando que “a Procuradoria-Geral de Angola decidiu abandonar os procedimentos em curso contra ele em instituições penais".

A Unidade de Inteligência Financeira (FIU) das Maurícias, que tinha originalmente pedido o congelamento das contas a pedido das autoridades angolanas, disse ao tribunal que não tinha nada a opor.

O representante da Quantum Global, Tobias Klein, disse na mesma ocasião que “pelos relatos na imprensa a FIU baseou-se em queixas do Governo angolano contra Jean-Claude Bastos de Morais e por receios de dissipação de fundos”.

“O Estado angolano aceitou retirar todas as queixas contra Jean Claude Bastos de Morais”, garantiu Klein, que acrescentou que nenhuma outra acusação existe contra o empresário.

Em resposta a representante da FIU, Verna Nirsimllo disse em tribunal não ter “qualquer objecção a que as ordens de congelamento sejam anuladas desde que os queixosos se comprometam a não fazer qualquer reclamação contra a FIU respeitante às ordens de congelamento”.

Em consequência, o juiz descongelou todas as contas da Quantum Global nas Maurícias em cerca de 490 milhões de dólares.

O tribunal autorizou também cinco companhias ligadas à Quantum Global a reiniciarem as suas operações.

Entretanto, na quarta-feira, 20, uma fonte Procuradoria-Geral da República de Angola, sem gravar entrevista, negou esta declaração.

“A única coisa que lhe posso dizer é que nós não confirmamos esta informação”, avançou o porta-voz sem adiantar mais pormenores.

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