Familiares do segurança morto na esquadra acusa polícia
Os familiares do cidadão Zacarias Falso, de 36 anos de idade, que em vida trabalhou como segurança nas instalações da União dos Escritores Angolanos, alegam que o mesmo foi vítima de tortura.

A denúncia foi feita à Angola-Online pelo sobrinho do malogrado. Segundo o cidadão em anonimato, revela que o seu tio foi “obrigado a confessar algo que não fez” na 19.ª esquadra do comando da corporação no distrito da Maianga.

De salientar que, o  Zacarias foi detido pela Polícia Nacional pelo facto de ter desaparecido uma placa de uma viatura Toyota Fortuner, estacionada a escassos metros da sua zona de jurisdição.

De acordo ainda com o sobrinho da vítima, revela que a mesma viatura já havia sido alvo de assalto, e a família do Zacarias, juntamente com a empresa onde trabalhava, estavam dispostos a pagar os danos da viatura, no valor de 1 milhão e 500 mil kwanzas. 

“A família chegou a um acordo com senhora, no sentido de reparar os danos da viatura, e na sexta-feira era para o meu tio sair, mas acontece que, a procuradora que deveria assinar a soltura, não apareceu, e o meu tio veio a falecer na mesma esquadra na madrugada de domingo, 15 de Abril, e levado à morgue do hospital Josina Machel”, afirmou.

A autópsia realizada pelos médicos legistas, confirma que, a causa da morte do segurança deve-se a agressão física, que provocou traumatismo craniano.

Embora as autoridades policiais da província de Luanda, anunciarem ter já identificado os presumíveis autores do homicídio, os familiares negam ser os reclusos, como a polícia anunciou, pelo facto de, Zacarias Falso pai de 6 filhos, ter morrido com sinais de espancamento com objectos contundentes.

Redacção

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