Família de Abel Abraão entrega queixa-crime à PGR por suspeitas da morte do jornalista
A família do repórter de guerra Abel Abraão, falecido em finais de Novembro, na cidade do Cuito, deu entrada de uma queixa-crime junto da representação da Procuradoria-Geral da República na província do Bié, por suspeitar que o jornalista não tenha morrido de causas naturais.

P U B L I C I D A D E

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O Jornal de Angola tomou conhecimento da decisão da família do falecido jornalista quando soube que a mãe de Abel Abraão escreveu para a Ordem dos Advogados de Angola (OAA) a pedir assistência judiciária, por não ter condições financeiras para constituir um advogado.

Na carta, endereçada à Ordem dos Advogados de Angola, Albina Caveli Salgado pede que lhe seja concedida assistência judiciária, por ter dado entrada de uma queixa-crime, remetida ao subprocurador-geral da República titular da província do Bié, sobre “possíveis indícios que levaram à morte de Abel Abraão.”

Enoque Chivango, o advogado indicado pela Ordem dos Advogados de Angola para defender os interesses da família de Abel Abraão no processo, confirmou, hoje, ao Jornal de Angola, a partir do Bié, a entrada de um pedido de assistência judiciária feito por Albina Caveli Salgado, mãe do malogrado jornalista.

Numa conversa telefónica, o advogado Enoque Chivango foi parco em palavras, um cuidado que teve para, como alegou, não comprometer a confiança que deve haver na relação advogado-constituinte.

A autópsia ao corpo de Abel Abraão revelou ter sido um AVC a causa da morte do repórter de guerra, mas a família do repórter de guerra admite que o seu desaparecimento físico tenha sido resultante da “interferência de terceiros.”

Abel Abraão ficou conhecido por ter feito, na condição de repórter de guerra, na cobertura no Cuito, uma cidade que esteve sitiada pelas forças militares da UNITA, na sequência do retorno à guerra civil, depois de a UNITA ter rejeitado os resultados das primeiras eleições gerais da história de Angola, realizadas em 1992.

Fonte: Angola 24 Horas

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