Dezenas de bebês morrem por uso de substâncias na cura do umbigo
Uma situação que preocupa diariamente os médicos do banco de urgência do hospital David Bernardino, em Luanda, em média, são registados mais de 300 bebés infectados por uso de substâncias contaminados na cura do umbigo.

Esse sempre foi um tema alvo de muitas preocupações, e isto é bem compreensível, uma vez que ao longo da nossa história, a morte precoce por sepse neonatal associada aos maus cuidados com o umbigo assombrou milhares de lares.

A pediatra Juliana Miranda, aponta como grande risco, o facto de muitas famílias ainda ocorrerem em práticas culturais, colocando cinzas e outras substâncias inadequadas.

“Actualmente, ainda temos famílias que põem óleo de palma, cinzas, pó talco, sal e outras substâncias desaconselháveis. Isso é muito mal”, alerta a médica avançando que “o único produto recomendável é o álcool a 70%, duas vezes ao dia”.

Além do uso do álcool durante sete dias, a pediatra aconselha ainda uma boa higienização das mãos antes de tratar umbigo da criança. 

A sepse neonatal é uma infecção bacteriana invasiva que ocorre durante o período neonatal. Os sinais são múltiplos e incluem diminuição da actividade espontânea, ausência de sucção vigorosa, apneia, bradicardia, instabilidade térmica, disfunção respiratória, vómitos, diarreia, distensão abdominal, nervosismo, convulsões e icterícia.

JA com Angola-Online

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