Cadeia é a solução para acabar com a fuga á paternidade, defende psicóloga
A fuga á paternidade hoje é tão comum que já não constitui um desafio, mas sim, uma problemática que perdura na nossa sociedade. De acordo com a psicóloga clínica, Katssekya Samuel, é favor da pena de cadeia da fuga a paternidade.

Em exclusivo à Angola-Online, a especialista aponta a perda de valores morais por parte de certos progenitores, como uma das principais causas de fuga a paternidade registados no país. Neste sentido, a psicóloga defende uma maior punição aos crimes de fuga a paternidade uma vez que a pessoa desta natureza tem que ser acompanhada.

Acrescentou que algumas medidas de prevenção e combate a fuga a paternidade poderia ser o curso de competências parentais. As competências parentais podem ser entendidas como um conjunto de estratégias e acções que permitem aos pais, isto é, às figuras que assumem uma função parental, lidar com os desafios inerentes ao ser mãe e ser pai.

Em conversa ao nosso portal, Maria Eugenia, conta-nos o drama que viveu há 19 anos depois de ficar gravida do seu primeiro filho, com apenas 17 anos de idade. E depois de dois anos, voltou a engravidar-se pela segunda vez, passado 4 anos, o marido a abandonou com os filhos e nunca mais voltou. Hoje com 36 anos, Maria revela que “é um risco criar os filhos sozinha e quando assim acontece normalmente as crianças crescem revoltadas”.

Para a socióloga Fátima Viegas, a família é a primeira esfera de socialização e é ela que transmite os valores morais. É importante que os pais assumam o seu verdadeiro papel e sejam o principal catalizador da instrução dos filhos.

Redacção

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