Benguela esta às escuras
O litoral da província de Benguela enfrenta actualmente restrições no fornecimento de energia eléctrica, devido às constantes avarias na estação térmica da Kileva e na barragem do Lomaum, associadas às últimas chuvas na região, anunciou a fonte da Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE).

Em entrevista à Angop, a propósito das actuais restrições efectuadas pela ENDE nos municípios do Lobito, Catumbela, Benguela e Baía Farta, o director de produção e exploração da região centro, José Lopes, adiantou que, face ao actual cenário, a prioridade no fornecimento vai para as estações de tratamento de água, hospitais, administrações locais e aeroporto.

Aquele responsável explicou que a necessidade de manutenção das máquinas neste período de chuvas obriga, por vezes, a parar o sistema de produção do Lomaum, no Cubal, para limpeza das grelhas, devido ao lixo transportado pelas águas.

Segundo José Lopes, as máquinas da estação térmica da Kileva, no Lobito, fornecem 70 porcento da energia às quatro cidades do litoral da província e, por si só, não suportam a demanda quando há saída do Lomaum, entrando  em sobrecarga.

“Estas máquinas exigem muito esforço pessoal, devido à sua manutenção que, às vezes, leva cerca de quatro horas para trabalhos como troca de óleo, filtros e abastecimento de combustível”, referiu.

Com todas as fontes de energia em funcionamento, a capacidade de produção é de 133 megawatts para toda a zona litoral, mas José Lopes ressalta que a empresa tem registado avarias nas máquinas que suportam 25 megawatts e, às vezes, as mais antigas com 12 MW. 

O director lembrou que, nesta altura, “está muto quente” e as pessoas ligam todos os aparelhos, sendo o período das 19h30 às 22h00, o de maior consumo, causando sobrecarga nas linhas.

Entretanto, José Lopes garante que este ano deve ser o último de “sofrimento com falta de energia” tanto para a empresa como para os clientes, devido ao abastecimento previsto a partir do sistema norte, nomeadamente das barragens de Laúca e Cambambe.

A linha já está construída desde 2012, só  não entrou em vigor devido a falta de recursos financeiros  e algum défice de energia  no sistema norte, como esclarece o responsável.

Juntando-se a este projecto, disse, estão a ser construídas subestações de energia na província de Benguela para aliviar as antigas e que, por isso, o actual sistema deixará de estar em sobrecarga.

“Mesmo saindo de funcionamento uma máquina de 25 megawatts, não haverá restrições porque o sistema norte vai compensar”, explicou.

A subestação da Baía Farta e a do Luongo, na Catumbela, estão praticamente concluídas. Já a do Lobito está em fase de conclusão, enquanto em Benguela está a ser reabilitada a subestação do Cavaco.

Fonte: Angop

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