Batalha do Cuito Cuanavale pode estar comprometida
Ontem foi o segundo dia do julgamento de António José Maria, que decorre no Supremo Tribunal Militar, durante a audiência, o general garantiu que os documentos que se encontravam em sua posse não influenciam em nada na tomada de decisão, planificação e táctica operativa das FAA.

Ex-chefe do Serviço de Inteligência e Segurança Militar (SISM), “Zé" Maria, como é mais conhecido, é acusado de extravio de documentos que contêm informações de carácter militar e de insubordinação, por não ter acatado supostas ordens de um superior hierárquico. 

Interrogado durante mais de cinco horas pelo Tribunal e pelo Ministério Público, o réu mostrou-se bastante descontraído. 

Admitiu que os documentos apreendidos pela Procuradoria Militar foram encontrados na Fundação Eduardo dos Santos (FESA) e nas suas residências na Praia do Bispo, Alvalade e Nova Vida, bem como na Repartição dos Transportes do SISM.

Um dos juízes pretendeu saber como o general justifica o facto de ter levado os documentos à sua casa, quando estes eram de carácter militar. 

José Maria esclareceu que procedeu daquela forma porque os documentos serviriam para continuar a compilar a história sobre a Batalha do Cuito Cuanavale.

A batalha que é considerada o maior confronto militar da Guerra Civil Angolana, ocorrido entre 15 de novembro de 1987 e 23 de março de 1988, pode conhecer nos próximos dias, outras versões fruto do julgamento contra antigo chefe do Serviço de Inteligência e Segurança Militar. 

Fonte: Jornal de Angola

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