Angola deve aprender a fabricar satélite com Quénia
O docente universitário, Walter Quimusseco, formado em Telecomunicações, é de opinião que Angola deve fabricar satélite nas suas universidades, tal como fez o Quénia e outros países africanos.
Walter Quimusseco

O Quénia fez história na passada sexta-feira, 11, ao lançar no espaço seu primeiro satélite de fabricação própria a partir do Centro Tsukuba, pertencente a Agência Espacial do Japão, em Tóquio. 

Contactado pela Angola-Online, Walter Quimusseco, diz é hora de apostar na formação de quadros para fabricarmos os nossos próprios satélites. 

“O que se pode aprender com o Quénia, o mesmo aconteceu com o Gana quando lançou o seu satélite, é apostarem mais nos nossos quadros para estarem em altura de construírem os nossos próprios satélites de baixa órbita, nós precisamos e muito”, assegura. 

O especialista que prevê publicar em breve o seu primeiro livro intitulado "A Magia dos Satélites", que depende apenas de apoios, observa a necessidade da criação de satélites para a “área de meteorologia, para experiência científica, agricultura e quem deve construir isto são os nacionais, em parceria com os que dominam a técnica”. 

Em comparação ao defunto AngoSat1, o satélite do Quénia “é para uso em sectores de meteorologia, vigilância da vida selvagem, elaboração de mapas de segurança alimentar e gestão de desastres naturais, que também é muito bom, mas não é para fins comercias e não são para telecomunicações,” fez compreender Walter Quimusseco. 

Por esta altura está em fase de fabricação o Angosat 2, previsto o seu lançamento para 2020, depois da declaração da inoperacionalidade do Angosat1, lançado a 26 de Dezembro passado.

Redacção da AO

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