Angola apresenta níveis altos de tráfico de droga
O ministro da Justiça e Direitos Humanos, Francisco Queiroz, admitiu nesta Segunda-feira, em Luanda, que os níveis de tráfico de drogas no país são altos.

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Em declarações à imprensa, durante a abertura do workshop sobre a “Implementação das Convenções das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC)”, o governante defendeu, por isso, uma cooperação internacional mais eficiente para combater o tráfico.

“Se não estivermos preparados, com a cooperação internacional, não conseguiremos”, realçou o ministro, adiantando, sem apresentar estatística, que os níveis são altos em comparação com os anos anteriores.

Francisco Queiroz ressalvou, no entanto, que Angola está abaixo de outros estados da região em que está inserida.

Segundo o responsável, os criminosos aproveitam a vantagem de Angola ser uma “placa giratória” da região e a vulnerabilidade das fronteiras marítima e terrestre (numa extensão de mais de 2500 km2) para traficar drogas pesadas, como a cocaína e a canábis (liamba).

“Estamos a falar de terrorismo, da transferência ilícita de capitais e de órgãos de seres humanos”, apontou, reiterando a necessidade de haver uma cooperação internacional específica para cada manifestação criminosa.

Igual posição foi defendida pelo coordenador residente do Sistema das Nações Unidas em Angola, Paollo Balladelli, para quem é importante a abordagem do tema, por estar relacionado à estabilidade do Estado de Direito e Democrático.

Com essa medida, acrescentou, poderá diminuir-se os fluxos financeiros ilícitos, as armas ilegais e permitir a recuperação de activos roubados.

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