Alerta: As praias de Luanda estão em perigo
A cidade de Luanda continua a registar um elevado índice de poluição nas praias, com materiais orgânicos, inorgânicos e fluidos perigosos espalhados, numa altura em que decorre, em todo o país, a Operação Mar Seguro.

Terminada que está a época balnear (vai de Setembro a Maio), são ainda muitas as situações que tiram brilho às convidativas praias da capital do país, deixando  milhares de banhistas e moradores das zonas balneares com a saúde em risco.

Por várias praias de Luanda, nota-se a falta de observância das normas de segurança ambiental, o que causa a destruição de sensíveis ecossistemas marinhos.

No areal, o aparente cenário de limpeza vislumbrado ao longe, começa a mudar à medida em que, aos poucos, o banhista ou turista se aproxima do mar, inundado por garrafas, sacos plásticos, latas e fraldas descartáveis.

Em alguns locais de banho o cenário é tão crítico, chegando mesmo a haver filtros de cigarros e até dejectos humanos expostos aos olhos de qualquer um.

O risco de saúde está à espreita, mas muitos utentes persistem em ignorar.

Esta realidade é facilmente constatada nas praias do KM 32 e Museu da Escravatura (na comuna do Ramiros), do Capossoca e Amélia (no distrito da Samba), da Ilha de Luanda, no distrito da Imgombota, e de Cacuaco sede.

De salientar que os lixos deixado no mar, tal como o plástico, já pode ter chegado ao ponto mais profundo dos oceanos.

Segundo um empresário e oficial aposentado da marinha dos Estados Unidos que fez o mergulho mais profundo de sempre encontrou na Fossa das Marianas, a 10.928 metros de profundidade, resíduos de um material que disse poder ser plástico.

Fonte: Angop

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