Activistas e religiosos forçam Estado a fechar casas de prostituição
Os activistas dos direitos das mulheres e alguns conservadores religiosos, forçaram o Estado da Tunísia a fechar maior parte de estabelecimentos de prostitutas legais, existentes naquele país.

A Tunísia possui um sistema de prostituição de dois níveis. Um é registado pelo Governo, os bordéis, onde as prostitutas são autorizadas pelo Estado a exercer o seu trabalho e o outro envolve o trabalho sexual ilegal, onde as pessoas envolvidas correm o risco de serem presas até dois anos, caso sejam condenadas.

Antes da revolução de 2010, havia cerca de 300 prostitutas em mais de uma dúzia de locais na Tunísia. Hoje, apenas duas cidades Tunes e Sfax continuam com as casas de prostituição legalizadas em pleno funcionamento.

"Costumávamos ganhar a vida para sustentar os nossos filhos e  pagávamos a renda mas agora não temos mais nada. Se eles nos expulsarem de lá, para onde iremos?", relatou Amira de 25 anos de idade, prostituta legal do Estado de Sfax à BBC.

Em Tunes, uma profissional divorciada de 40 anos, identificada por Nádia, disse que agora não há ninguém que as possa proteger e acrescenta que, certa vez, houve um cliente que, depois de dormir com ela, bateu-lhe e roubou todo o seu dinheiro. Segundo relatos à BBC, esta prostituta sente falta da protecção legal.

Fonte: SIC Notícias

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