Zenu na base da exoneração de Ministro das finanças
Os rumores apontam que o Armando Manuel esteve muito próximo de se envolver numa "peleja" física com o presidente do Fundo Soberano de Angola (FDSA), José Filomeno dos Santos ou simplesmente Zenu.

"Timming" Errado

O PR acaba de exonerar o ministro das Finanças em meio a rumores de que Armando Manuel esteve muito próximo de se envolver numa peleja física com o presidente do Fundo Soberano de Angola (FDSA), José Filomeno dos Santos, Zenu.

De acordo com tais rumores, Armando Manuel e Zenu dos Santos desentenderam-se quando o segundo exigiu, sem qualquer suporte legal, que o Ministério das Finanças libertasse qualquer coisa como 500 milhões de dólares para acudir a necessidades do Fundo Soberano, cujos cofres, ao que se diz, estão inexplicavelmente vazios.

Perante a recusa de Armando Manuel, o presidente do FSDA teria partido, primeiro, para ofensas à honra e dignidade do outro, evocando, insistentemente, o nome do pai, que, segundo ele, seria o dono de tudo neste país. 

Exasperado com a tenaz resistência do ministro das Finanças, José Filomeno dos Santos teria, depois, tentado partir para o confronto físico, algo que foi prontamente evitado por funcionários do Ministério das Finanças, que acorreram ao gabinete do ministro alertados pelas alteradas vozes de ambos.

Não se sabe se depois de informado, o Presidente da República promoveu ou não a necessária acareação para agir com justiça.

A exoneração do ministro das Finanças, que ocorre em meio a esses rumores e porque aparentemente o Presidente da República toma como desonra para si o dever de explicar as decisões que toma, permite que o cidadão, avisado do que se diz nos corredores, suspeite que José Eduardo dos Santos tomou partido do filho. 

Tais suspeitas são reforçadas por informações que dão como certo o regresso de Armando Manuel ao Fundo Soberano de Angola, como simples administrador, depois de já o ter presidido.

A ser verdadeiro, o regresso de Armando Manuel ao FSDA configuraria um acto de humilhação extremo, que nenhum quadro angolano merece.

Além disso, o eventual regresso do ex-ministro ao FSDA daria razão a Zenu dos Santos quando, no calor da discussão com Armando Manuel, atribuiu a propriedade do país ao seu pai.

Definitivamente, este não foi o "timming" apropriado para a remoção do ministro das Finanças, mais a mais ainda porque ela não é acompanhada de qualquer justificação.

Club-K, texto publicado por Graça Campos via Facebook

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