Falta de investimento contribui para má imagem de Angola no exterior
Para o jornalista e professor universitário brasileiro, Edwin Carvalho, em pesquisa há quase dois meses em Angola, a falta de investimento para divulgar o nosso país noutros cantos do mundo influência na imagem que se tem.
Wylsony Dos Santos e Edwin Carvalho

Um país subdesenvolvido, onde reina a pobreza e epidemias, é a imagem que muitos brasileiros têm de Angola, segundo Edwin Carvalho, em entrevista ao programa Mais Comunicação, da Rádio Kairós. A falta de investimento na divulgação do país real para outras paragens está na base da má imagem, observa Edwin, apontando a abertura do sistema político para alteração da imagem que se tem lá fora.  

A semelhança dos brasileiros, muitos angolanos vejam o Brasil como um país de “corrupção, violência e pobreza”, diz Edwin. O que não corresponde a verdade, porque “há muita desinformação” passada pelos órgãos de comunicação dominados por “grandes grupos políticos e  económicos.”

O professor e jornalista, dá exemplo do caso do antigo presidente brasileiro, Lula da Silva, actualmente preso, tratado de forma diferente pela mídia em relação aos outros envolvidos no processo. Por isso, aconselha aos que querem conhecer o verdadeiro Brasil a fazê-lo por meio da fonte alternativa de comunicação (redes sociais).

“Quando se fala da democratização da mídia, se fala em permitir que as comunidades, que outros grupos sociais possam também deter essa concessão. Para obter uma concessão de rádio ou televisão, no meu país, é muito difícil. Há poucas concessões, as que existem atendem os partidos, enfim.” Revelou, citando a rede Globo. 

Há um mês e meio em Angola,  a investigar sobre o Jornalismo, Edwin Carvalho, diz observar a influência brasileira nos programas televisivos, radiofónicos, conteúdos programáticos das Instituições de Ensino que leccionam Comunicação, Jornalismo. 

Bem como, a formalidade existente nos meios de comunicação, que não considera errado, e a falta de obras documentadas de angolanos.   

Por outro lado, destaca o empenho dos jovens jornalistas angolanos na construção do “Jornalismo com a cara angolana”. E agradece o apoio que tem recebido da classe, quer em visitas a órgãos de comunicação, centros de formação de Jornalismo, Universidades e Institutos Superiores, e eventos ligados a área.

O jornalista continua a pesquisa no nosso país, depois vai seguir a outros países africanos de expressão portuguesa, e poderá apresentar o resultado da pesquisa em 2020.

Texto de Guilherme Francisco - Imagens de People in Need e Wylsony Dos Santos

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