Numa altura em que circulam informações em diversos órgãos de comunicação social, de um possível afastamento de Isabel dos Santos, no comando da petrolífera estatal (Sonangol) por estar em estado de gestação de risco.
Widralino Widrallien

Parece que a crise económica e financeira que devasta o país, originária da baixa do preço do petróleo no mercado internacional, está corroer cada dia que passa os alicerces da maior empresa do país, os funcionários da Sonangol revelaram por meio de um grupo do WhatsApp, denominado "Não há papel higiénico", que a empresa que tem fornecido papel higiénico à petrolífera deixou de o fazer, por este motivo as casas de banho da Sonangol não têm papel higiénico, o que tem criado constrangimentos aos funcionários que são obrigados a levar de casa papel higiénico.

"Temos sempre de levar papel higiénico ao trabalho porque a nossa empresa tem dívidas com a empresa fornecedora de papel higiénico", contou um funcionário que preferiu não se identificar.

Os funcionários da Sonangol, acreditam que a falta de papel higiénico seja um novo jogo para que a empresa troque de fornecedora, já que actual foi contratada pela antiga direcção. 

De acordo ainda com os funcionários, os andares onde estão instalados os gabinetes dos consultores e da PCA, Isabel dos Santos, não foram afectados pelo corte de papel higiénico. Como confirmou sob anonimato uma funcionária, "acho que é uma estratégia da direcção para afastar a fornecedora contratada pela antiga direcção, porque nas casas de banho dos chefes há papel higiénico", fez saber.

 Um cenário que evidencia o quanto está ficar cada vez mais frágil os alicerces da Sonangol.

Um estudo feito no ano passado, dava conta que a Sonangol é a maior empresa existente no país e a que melhor paga os seus funcionários.

Maka Angola

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