Coroa africana nas mãos de Albertina Costa
O turbante faz parte da cultura africana, embora que nunca esteve aceso em desfiles de moda, ou ainda nas opções de muitas mulheres, este acessório é sem sombra de dúvida uma identidade cultural.

Muito mais do que um simples pedaço de pano, o turbante tem uma história riquíssima. Além de ser uma cultura para o povo do oriente, o turbante também faz parte da cultura africana, e em Angola já se vê em alguns desfiles de moda. Isto porque, Albertina Costa, super talentosa, fez com que os turbantes voltassem a ganhar cores na nossa sociedade.

Com estilo próprio, as suas criações trazem de volta o uso de lenços na cabeça de mulheres e homens, o que muito não se via na sociedade angolana, principalmente das jovens. Sua capacidade inovadora fez do uso dos turbantes o melhor da moda do momento.

Albertina Costa confessa que nunca teve uma formação na área, apenas tudo começou quando a sua mãe fê-la um turbante para ir à uma actividade na escola onde a sua irmã estudava. 

Segundo ela, diz que os elogios foram tantos, ao regressar à casa não deixou de elogiar o trabalho feito pela mãe, e decidiu continuar usar turbantes e foi ali que começou, a descoberta da sua carreira artística como criadora e amarradora de turbantes.

Este acessório prático, moderno, descolado, glamoroso, simples e chique é capaz de realçar a beleza feminina em todos níveis, bem como pode ser usada em todas as ocasiões e combina com qualquer tipo de roupa. 

“Com as minhas criações consigo desviar olhar das pessoas nos locais por onde passo e até mesmo nas redes sociais, isso me torna uma mulher especial. Apesar de algumas mulheres não levarem muito a sério este trabalho, sinto-me bem porque tenho recebido muitos elogios e tenho apresentado a minha arte de turbantes nas cadeias televisivas do país,” conta.

Em Angola, o uso deste acessório fez sempre parte da cultura, e nas outras comunidades fazem parte da indumentária complementando o conjunto. Hoje já se vê também homens a utilizarem este acessório, uns devido a religião e outros por estar na moda.

“Os homens também podem usar turbante, o que diferencia é ao casião. O momento em que não devemos usar turbante é quando estamos em casa, ”fez saber.

Quanto ao uso do turbante nas outras fronteiras, Albertina tem aprimorado seus conhecimentos pelo que dá a conhecer, ‘’o turbante também é o principal símbolo da fé Sikh, religião monoteísta indiana. Nela os homens e mulheres não devem cortar os cabelos e sim utilizar os turbantes para envolvê-los. E no dia mundial do turbante (13 de Abril) os homens Sikh exibem seus exuberantes turbantes com orgulho e como exemplo para as novas gerações para que o hábito e a religião não se percam.’’

A criatividade é o forte de Albertina Costa, ao contrário de muitas, Albertina trabalha com qualquer lenço para fazer o turbante, pelo que diz ‘’basta ter técnica e saber como aplica-las, apesar de utilizar mais tecidos vindo do ocidente também uso tecidos africanos e por vezes faço aquele contraste intercalo as cores, basta ter muita criatividade.”

Mostrar ao mundo a sua obra é o grande sonho de Albertina, ‘’hoje olho para o que faço e vejo que tenho muito pela frente, e sei que um dia vou poder levar o meu trabalho além fronteiras. Eu tenho a esperança e creio em Deus que isso não esta longe de acontecer.”

Albertina Costa tem dado formação ao domicílio, e tem sido apoiada por um grupo de jovens denominada ‘’Lencista’’ na qual a mesma é mentora.

 Nos dias 5 e 6 do corrente mês, Albertina Costa, dará formação sobre o uso dos turbantes, onde vai ensinar vários truques para amarrações de turbantes.

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